
Minha amiga Cleide Fernandes me mandou por e-mail este texto superbacana. Decidi publicá-lo aqui! Ah, a Cleide tem um blog! Depois passa lá!
O romancista que não escreve sobre o que lá no fundo do seu ser o estimula com insistência, mas que friamente escolhe assuntos ou temas de maneira racional porque acredita que assim terá mais chance de sucesso carece de autenticidade, e o mais provável é que por isso seja também um mau escritor (ainda que bem-sucedido – as listas dos mais vendidos estão repletas de escritores muito ruins, como você está cansado de saber). Mas me parece difícil alguém se tornar um criador – um transformador da realidade – se não escrever estimulado e nutrido por aqueles fantasmas (ou demônios) que carrega dentro de si, que fizeram de nós, escritores, rebelados convictos e reconstrutores da vida nas ficções que inventamos. Creio que aceitar essa imposição – escrever sobre o que nos obceca e excita e que é uma parte visceral, embora quase sempre misteriosa, das nossas vidas – significa escrever ‘melhor’, com mais convicção e energia, e estar mais bem equipado para empreender a tarefa excitante, mas também árdua, plena de decepções e angústias, que é a elaboração de um romance.”















